Um filho perguntou a mãe:
— Mãe, posso ir no hospital ver meu amigo? Ele está doente!

A mãe responde com uma pergunta:
— Claro, mas o que ele tem?

O filho com a cabeça baixa, diz:
— Tumor no cérebro.

A mãe furiosa diz:
— E você quer ir lá pra quê? Vê-lo morrer?

O filho lhe dá as costas e vai… Horas depois ele volta vermelho de tanto chorar, dizendo:
— Aí mãe, foi tão horrível, ele morreu na minha frente!

A mãe com raiva:
— E agora?! Tá feliz?! Valeu apena ter visto aquela cena?!

Uma última lágrima caiu de seus olhos e acompanhado de um sorriso, ele disse:
— Muito, pois cheguei a tempo de vê-lo sorrir e dizer: Eu tinha certeza que você vinha!

A amizade não se resume só nas horas boas, de alegria, e de festa…

Amigo, é para todas as horas, boas ou ruins, tristes ou felizes!

quem tem um amigo
tem com quem rir
tem pra quem chorar
tem pra onde fugir

quem tem um amigo
divide a casa
a conquista
a conta
a lágrima

quem tem um amigo
não se sente só
tem sempre um lugar
e desfaz o nó

quem tem um amigo
sabe o que é viver
manda embora o medo
supera o sofrer

quem tem um amigo
tem como se encontrar
oferece o melhor colo
e sabe o que é amar.

Algumas vezes na vida, você encontra uma amiga especial. Alguém que muda sua vida simplesmente por estar nela. Alguém que te faz rir até você não poder mais parar. Alguém que faz você acreditar que realmente tem algo bom no mundo. Alguém que te convence que lá tem uma porta destrancada só esperando você abri-la. Isso é uma amizade pra sempre.

Quando você está pra baixo e o mundo parece escuro e vazio, sua amiga pra sempre te põe pra cima e faz com que o mundo escuro e vazio fique bem claro.

Sua amiga pra sempre te ajuda nas horas difíceis, tristes e confusas. Se você se virar e começar a caminhar, sua amiga pra sempre te segue. Se você perder seu caminho, ela te guia e te põe no caminho certo.

Sua amiga pra sempre segura sua mão e diz que vai ficar tudo bem. Sua amiga é pra sempre, e pra sempre não tem fim.

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam “não”
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar

Ser amigo é sentir o coração do outro bater mesmo que o outro esteja distante. Ser amigo é ter um par, um parceiro, um confidente, um ombro onde se possa chorar. Ser amigo é esquecer distâncias, é saber que mesmo a milhares de quilômetros há alguém pensando em você. Ser amigo é incutir no outro a esperança, é relevar o erro, é apontar o caminho certo, é aliviar a dor. Ser amigo é um ofício difícil, pois ninguém é perfeito.

Mas a amizade pressupõe amor. Para ser amigo, é preciso amar. E o amor é algo tão difuso, indefinido, abstrato, que torna difícil definir o que é a verdadeira amizade. O fato essencial é que a amizade demanda amor. O fato essencial é que a amizade demanda carinho e dedicação. O fato essencial é que a amizade demanda lembrança, mesmo que os contatos pessoais ou telefônicos não sejam frequentes.

A amizade é um mistério. Profundo e doce mistério. Ser amigo é talhar a madeira, buscando uma escultura, sem querer machucar a planta, mas apenas transformá-la em algo mais belo. Ser amigo é ser pai, irmão, namorado. É oferecer carinho e não raiva. É saber absorver a dor do outro.

Ser amigo é ser fraterno. Ser amigo é ter a consciência do desprendimento, da dedicação total. Ser amigo é saber que o outro é mais importante do que você, e que, por isso, você deve usar todas as suas forças para que ele permaneça vivo, saudável e feliz.

Ser amigo é tentar fazer com que o outro absorva as coisas boas que você tem para transmitir. É tentar evitar que ele se desvie para o caminho do mal, ou que opte por alternativas ruins, que lhe impliquem complicações e horrores diversos. Ser amigo é poder abraçar e beijar, sem a menor vergonha. É poder dar a mão. É poder dar um abraço, no meio da rua.

Ser amigo é uma bênção. Ser amigo é ser solidário. É ser pai, filho, e ter um espírito santo. Ser amigo, é, simplesmente, ser amigo, e esse “simplesmente” é tão bom, que eu acho que não preciso escrever mais nada. Desta forma, saiba que sou seu verdadeiro amigo, me aceite assim.

O amigo é uma bênção que nos cabe cultivar em clima de gratidão…

Quem diz que ama e não procura compreender e nem auxiliar, nem amparar e nem servir, não saiu de si mesmo ao encontro do amor em alguém.

A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeitos nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim.

Teremos vencido o egoísmo em nós quando nos decidirmos a ajudar os entes amados a realizarem a felicidade própria, tal qual entendem eles deva ser a felicidade que procuram, sem cogitar de nossa própria felicidade.

Em geral, pensamos que nossos amigos pensam como pensamos, no entanto, precisamos reconhecer que os pensamentos deles são criações originais deles próprios.

A ventura real da amizade é o bem dos entes queridos.

Assim como espero que os amigos me aceitem como sou, devo, de minha parte, aceitá-los como são.

Toda vez que buscamos desacreditar esse ou aquele amigo, depois de havermos trocado convivência e intimidade, estaremos desmoralizando a nós mesmos.

Em qualquer dificuldade com as relações afetivas é preciso lembrar que toda criatura humana é um ser inteligente em transformação incessante, e, por vezes, a mudança das pessoas que amamos não se verifica na direção de nossas próprias escolhas.

Quanto mais amizade você der, mais amizade receberá.

Se Jesus nos recomendou amar os inimigos, imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que nos oferecem o coração.

Ainda lembro
Daquelas inesquecíveis palavras,
Que murmuraram ao meu coração
E fizeram a impossibilidade do esquecimento…
Palavras que não se calaram…
Anos se passaram
Estações presenciei,
Lágrimas derramei
Dores eu senti,
Mas daquelas palavras
Não me esqueci.
Palavras que denunciavam
Que a nossa amizade era verdadeira,
De que não seria o tempo
O destruidor desse nosso laço.
Os anos passaram
As lembranças ficaram.
Saudade das vezes que o mundo era nosso,
E que o destino estava em nossas mãos…
Saudade das risadas
Que surpreendiam a todos ao nosso redor.
Hoje apenas saudade posso ter…
Mas quem sabe no amanhã
Voltamos a ser um só mundo,
Onde nada destruirá nossa verdadeira amizade
Nem mesmo a Morte…

Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.

Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, “A Identidade”, que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.

Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo construído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.

Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.

Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.

Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.

Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.

Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o réveillon.

Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado. Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.

Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.

Foi durante a Primeira Grande Guerra. Eles eram jovens e a amizade que os unia tinha a ver com alguns momentos de lazer, de música e, sobretudo, de sobrevivência. Ele não poderia esquecer que devia sua vida a um judeu alemão chamado Erik. Um ano mais velho que ele próprio, Erik ensinou Hans a tocar acordeão.

Certo dia, o sargento entrou no alojamento perguntando quem tinha letra bonita. O capitão precisava que fossem escritas umas 12 cartas. Ele estava com reumatismo ou artrite ou algo parecido e não podia escrevê-las. Ninguém se voluntariou. Erik, no entanto, resolveu indicar o amigo. Falou que ele tinha caligrafia impecável.

Em verdade, a capacidade de redação de Hans era reduzida. Mas ele escreveu as cartas, enquanto o restante dos homens entrava em combate. Nenhum deles voltou. O corpo de Erik foi encontrado em vários pedaços, numa colina cheia de relva. Hans guardou o acordeão do amigo e o levou consigo, durante toda a guerra.

Ao regressar para casa, localizou a família de Erik, para devolver o instrumento. A viúva não o quis. Olhar para o instrumento musical lhe trazia memórias ainda mais nítidas do tempo em que ela e o marido davam aulas de música. Hans tocou para ela, enquanto ela chorava, em silêncio.

Num papel, Hans escreveu seu nome e endereço. Sou pintor profissional. Pinto seu apartamento de graça, quando a senhora quiser. Hans se foi, logo após descobrir que Erik deixara um filho pequeno, de nome Max.

Mais de 20 anos se passaram. Com a chegada da Segunda Guerra Mundial e a perseguição aos judeus, Max foi ocultado em um depósito por meses a fio, por um amigo alemão. Contudo, o perigo aumentava dia a dia. Era preciso sair dali. Max lembrou de Hans, o amigo de seu pai. E da promessa feita à sua mãe.

Sim, ela nunca precisara da pintura no apartamento. Mas ele precisava de um abrigo. Um contato foi enviado ao endereço de Hans. Semanas depois, veio a informação: Hans ainda tocava acordeão, o do pai de Max. Não era filiado ao Partido Nazista. Era pobre, casado e tinha uma criança. Importante: ele lhe mandara um livro. Na capa interna, escondida, uma chave. A chave de sua casa.

Assim, nas primeiras horas de uma madrugada silenciosa, na pátria do nazismo, um jovem judeu chegou à casa de Hans. Colocou a chave na fechadura, entrou na cozinha. Hans despertou. Desceu os degraus, no escuro. No escuro, encontrou o jovem fugitivo. Fez-lhe café para aquecê-lo. Depois, o escondeu no porão.

Era uma situação aflitiva. Assustadoramente aflitiva. Se Hans e a esposa fossem apanhados dando abrigo a um judeu, seriam presos, condenados, talvez mortos. Nunca mais veriam a criança… Mas Hans fizera uma promessa. Devia sua vida ao pai daquele jovem. E jamais poderia esquecer isso.

Dei pra me emocionar cada vez que falo dos amigos. Deve ser a idade, dizem que a gente fica mais sentimental. Mas é fato: quando penso no que tenho de mais valioso, os amigos aparecem em pé de igualdade com o resto da família. E quando ouço pessoas dizendo que amigo, mas amigo meeeesmo, a gente só tem dois ou três, empino o peito e fico até meio besta de tanto orgulho: eu tenho muito mais do que dois ou três. São uma cambada. Não é privilégio meu, qualquer pessoa poderia ter tantos assim, mas quem se dedica?

Fulano é meu amigo, Sicrana é minha amiga. É nada. São conhecidos. Gente que cumprimentamos na rua, falamos rapidamente numa festa, de repente sabemos até de uma fofoca pesada sobre eles, mas amigos? Nem perto. Alguns até chegaram a ser, mas não são mais por absoluta falta de cuidado de ambas as partes.

Amizade não é só empatia, é cultivo. Exige tempo, disposição. E o mais importante: o carinho não precisa – nem deve – vir acompanhado de um motivo.

As pessoas se falam basicamente nos aniversários, no Natal ou para pedir um favor – tem que haver alguma razão prática ou festiva para fazer contato. Pois para saber a diferença entre um amigo ocasional e um amigo de verdade, basta tirar a razão de cena. Você não precisa de uma razão, basta sentir a falta da pessoa. E, estando juntos, tratarem-se bem.

Difícil exemplificar o que é tratar bem. Se são amigos mesmo, não precisam nem falar, podem caminhar lado a lado em silêncio. Não é preciso troca de elogios constantes, podem até pegar no pé um do outro, delicadamente. Não é preciso manifestações constantes de carinho, podem dizer verdades duras, às vezes elas são necessárias. Mas há sempre algo sublime no ar entre dois amigos de verdade. Talvez respeito seja a palavra. Afeto, certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia?

Acho que é amor.

Oh, céus! Santa pieguice, Batman! Amor? Esta lengalenga de novo?

Sério, só mesmo amando um amigo para permitir que ele se atire no seu sofá e chore todas as dores dele sem que você se incomode nem um pingo com isso. Só mesmo amando para você confiar a ele o seu próprio inferno. E para não invejarem as vitórias um do outro. Por amor, você empresta suas coisas, dá o seu tempo, é honesto nas suas respostas, cuida para não ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços – mas liga quando o sumiço é exagerado. Tudo isso é amizade com trato. Se amigos assim entraram na sua vida, não deixe que sumam.